terça-feira, 25 de setembro de 2012

Cia. de Teatro Ronco do Boitatá

Foto: Cláudio Marques. Acervo: Anderson Tavares


Em 19 de setembro foi comemorado o dia dedicado ao teatro. Rendo minhas homenagens ao abnegados artistas macaibenses, que desde remotos tempos, já atuavam nas ribeiras do Jundiaí. No postal da década de 90, destacam-se, entre outros Júscio Marcelino, Glória Maria, Elizabeth (Beta) Carneiro, Rosileide, Sandro, Fofão.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Imagens de campanha


A história das campanhas políticas municipais em Macaíba, também pode ser contata através das fotos oficiais dos candidatos ao longo dos anos. Assim, temos uma coleção de fotos que remontam aos anos 40, período da redemocratização em que as campanhas políticas partidárias se tornaram uma constante em todo o Brasil.


CAMPANHA 2008






CAMPANHA 2004








CAMPANHA 2000










CAMPANHA 1996


CAMPANHA 1987




CAMPANHA 1982



CAMPANHA 1976






CAMPANHA 1972


CAMPANHA 1968



CAMPANHA 1958



CAMPANHA 1953



CAMPANHA 1948








quarta-feira, 25 de julho de 2012

Algumas imagens do lançamento do livro Teotônio Freire: fragmentos de um legado.

Com Ticiano Duarte


    
  Anderson, Anna Maria Cascudo, Carmem Lúcia Alves Rocha e Denise Pereira Gaspar

 Com Anna Maria Cascudo e Diógenes da Cunha Lima






                                      

Algumas imagens do lançamento do livro Teotônio Freire: fragmentos de um legado, de Anna Maria Cascudo Barreto e Anderson Tavares, no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Convite lançamento de livro





O livro “Fragmentos de um legado”, um perfil biográfico do desembargador Teotônio Freire (1858-1944), de autoria da jornalista. Escritora e procuradora estadual aposentada Anna Maria Cascudo Barreto, será lançado no dia 25, às 17 horas, no salão de entrada do edifício-sede do Tribunal de Justiça do RN.

Para realização do trabalho, a autora contou com a colaboração dos pesquisadores Anderson Tavares, autor da genealogia dos Freire; e Eduardo Gosson, pesquisador da história da Justiça no Rio Grande do Norte.

José Teotônio Freire foi o autor do Código de Processo Penal do Rio Grande do Norte, (Lei 449 de 30.11.1918), e traduziu do italiano para o português “As nulidades no Processo Penal”, do mestre italiano Caetano Leto, da Universidade de Palermo.

Chegou ao cargo de desembargador em 1898. Em 1909 foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte permanecendo no cargo durante 13 anos (1909-1921). Era sogro do historiador Luís da Câmara Cascudo, na condição de pai de dona Dália e, em consequência avô da autora, Anna Maria Cascudo.

Ao deixar a presidência do TJRN em 1921, Teotônio Freire ainda se submeteu a um concurso público para juiz federal, sendo aprovado em 1º lugar, permanecendo no serviço público até 18 de janeiro de 1937, quando se aposentou. Faleceu em Natal, aos 81 anos, em 1944.
 
Fonte: Site do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O livro de Gláucia Maranhão Tavares


Recebi da minha prima Gláucia de Albuquerque Maranhão Tavares seu livro: A vida do maestro Mário Tavares. Trata-se de um testemunho autêntico e verdadeiro de quem conviveu com um dos maiores mestres da regência brasileira, com atuação internacional reconhecida.

Escrito de forma objetiva, de fácil compreensão, sem os floreios estilísticos que só distanciam os leitores, o livro de Gláucia Maranhão Tavares nos toca pela evocação sentimental de um tempo vivido com intensidade e companheirismo. A publicação traz muitas imagens que retratam a vida do maestro desde os tempos de infância em Natal até suas apresentações internacionais.

Trata-se de documento histórico que resgata a memória do maestro Mário Tavares numa perspectiva familiar. Potiguar de nascença, Mário Tavares muito cedo partiu de sua terra e foi pousar em outras plagas, onde construiu uma história grande e cheia de vitórias.

Mário Tavares (1918-2005) era filho do casal Jorge Tavares e Dulce Palma Tavares. Foi neto paterno de Olímpio Tavares e Amélia Augusta de Albuquerque Maranhão e neto materno do poeta Francisco Tavares Pereira Palma e Nazinha Tavares.

Gláucia Maranhão Tavares foi imensamente feliz em nos legar o seu testemunho autorizado sobre o grande artista que foi Mário, que certamente não teria alcançado o reconhecimento que teve, sem o afeto, carinho e compreensão da presença decisiva da companheira.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Bruno Bourgard

                                          Anúncio no Jornal Rio Grande do Norte de 1892

                                                       Bruno Bourgard

Da família Bourgard, Max foi o primeiro a chegar ao Brasil. Deixou a Alemanha com aproximadamente 18 anos, fugindo do serviço militar. Em Recife, o rapaz foi acolhido pelo cônsul da Alemanha que, posteriormente, o entregou a uma família de ourives no município de Jaboatão, com quem aprendeu as artimanhas da profissão que abraçou por um determinado tempo. 

Seu pai, um técnico em curtume, foi contratado para assessorar a instalação de uma indústria congênere no Rio de Janeiro e trouxe toda a família (mulher, filha e o filho Bruno Bourgard). Finda a missão no Brasil, a família Bourgard retorna para a cidade de Altenburg, na Alemanha, e Bruno decide ficar e se associar ao irmão Marx. A atividade dos irmãos Bourgard se estendeu por vários estados do Norte e Nordeste. 

Segundo o neto de Bruno – Roberto Bourgard – os dois irmãos tinham conhecimento de fotografia desde a Alemanha. Max era mais comerciante do que fotografo, enquanto Bruno se dedicava ao aperfeiçoamento das técnicas do seu metiê. Os irmãos chegaram na Paraíba em 1889. Possuíram estúdios: Rua Conde D’Eu, 4 Campina Grande, PB; Rua da Areia, 77 Parahyba (João Pessoa), PB e Rua Treze de Maio (Princesa Isabel), 38 Natal, RN.

A sociedade foi desfeita possivelmente em 1897 e, no ano seguinte, Bruno, já por conta própria, oferecia seus serviços ao público de Natal (Diário do Natal, 2 ago. 1898, p.2). O mesmo anúncio foi publicado em 55 edições. Logo a seguir, ao longo do mês de novembro, informava que se retiraria por um período da capital (Diário do Natal, 1 nov. 1898, p.2). No final do mesmo ano encontrava-se de regresso, oferecendo seus serviços “quer esteja o dia limpo quer nublado” (Diário do Natal, 29 dez. 1898, p.2), anúncio repetido até o final do ano seguinte em 264 edições do periódico.

O fotografo Bruno Bourgard foi um itinerante clássico, prosseguindo com suas viagens pelo interior do Nordeste em busca de clientes. No Rio Grande do Norte em especial, se fazia presente nas festas das padroeiras locais, retratando as pessoas e algumas vezes aspectos urbanísticos das cidades e vilas por onde passava. Em 1904, o governador Alberto Maranhão solicitou seu estúdio para fazer imagens da capital Natal, quando Alberto deixava o governo para Tavares de Lyra.

Em 1907, vamos reencontrar anúncios da Photographia Allemã de Bruno Bourkhardt (sic) em Natal, onde permaneceu pouco mais de dois meses (Diário do Natal, 28 ago. 1907, p.2). Para não se confundir com o irmão, parece ter recuperado seu verdadeiro nome de família, Bourkhardt, e passou a adotá-lo em seus anúncios. Talvez, a adoção do nome artístico Bourgard (uma versão afrancesada) tenha sido uma decisão dos irmãos visando facilitar a assimilação do nome pela maioria das pessoas que solicitava seus serviços. Bruno permaneceu na atividade até meados da década de 1930, quando faleceu.

Bruno Bourgard casou no início do século XX e fixou-se definitivamente na capital Paraibana. Enedina Toscano (D. Sinhá) era o nome da esposa de Bruno. O casal teve os seguintes filhos: Alberto, Wilhelm, Joseph, Ronald, Maria Neusa e Elizabeth.

domingo, 13 de maio de 2012

A mensagem de Augusto Severo

Panfleto original que Augusto Severo levava no dia 12 de maio de 1902. Pertenceu a sua sobrinha Mabel Tavares, hoje no acervo de Anderson Tavares. 

"Réplica" do panfleto de 1902, distribuída pela Prefeitura de Macaíba nos 110 anos do desastre. 

Mabel Tavares, sobrinha de Augusto Severo, escreveu a melhor biografia sobre o tio, onde revela pela primeira vez  o homem independente do PAX. (Foto acervo Anderson Tavares).

Capa do livro de Mabel Tavares. (acervo Anderson Tavares).

domingo, 29 de abril de 2012

Os benfeitores da Macaíba

Placa da Imperial Ordem da Rosa que pertenceu ao Barão do Assú, Luís Gonzaga de Brito Guerra e com a qual foram condecorados os macaibenses. Arquivo Anderson Tavares


A pesquisa no Arquivo Nacional, localizado no Rio de Janeiro, nos proporcionou encontrar dados importantes para a História de Macaíba. Entre os documentos encontrados, têm-se as nomeações que seguem, transcritas Ipsis litteris, as quais compartilho com os leitores do blog.

Doc. 01.
Atendendo aos relevantes serviços prestados a Instrução Pública na Província do Rio Grande do Norte, pelos membros da “Sociedade Beneficente da Macahyba”, Dr. FRANCISCO CLEMENTINO DE VASCONCELOS CHAVES, Pe. BERNARDINO DE SENA FERREIRA LUSTOZA, JÚLIO CÉSAR PAES BARRETO e JUVINO CÉSAR PAES BARRETO: Hei por bem de conformidade com § 3º do art. 9º do Decreto nº 2.853 de 7 de Dezembro de 1861, nomeá-los Cavaleiros da Ordem da Rosa. 

Palácio do Rio de Janeiro, em treze de novembro de mil oitocentos e setenta e dois, quinquagésimo primeiro da Independência e do Império.

Pedro II - Imperador

João Alfredo Correia de Oliveira – Conselheiro.

Doc. 02
Atendendo aos relevantes serviços prestados à causa da Abolição da escravatura por AMARO BARRETO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO, da Província do Rio Grande do Norte: Hei por bem em conformidade com o § 3 do art. 9º do Decreto nº 2.853 de 07 de dezembro de 1861, nomeá-lo Cavaleiro da Ordem da Rosa.

Palácio do Rio de Janeiro, em treze de novembro de mil oitocentos e setenta e dois, quinquagésimo primeiro da Independência e do Império.

Pedro II – Imperador

João Alfredo Correia de Oliveira – Conselheiro.

Doc. 03
Atendendo aos relevantes serviços que UMBELINO FREIRE DE GOUVEIA MELLO, vem prestando à Religião, à Instrução e a Causa Pública: Hei por bem, de conformidade com o § 3 do art. 9º do Decreto nº 2.853 de 07 de dezembro de 1861, nomeá-lo Comendador da Ordem da Rosa.

Palácio do Rio de Janeiro, em treze de novembro de mil oitocentos e oitenta e três, sexagésimo segundo da Independência e do Império.

Pedro II – Imperador

Francisco Antunes Maciel – Conselheiro.

Destacaremos a seguir algumas notas acerca dos personagens agraciados por Sua Majestade Imperial o Sr. Dom Pedro II.

O primeiro diploma, que contempla quatro agraciados, refere-se a uma “Sociedade Beneficente da Macahyba”. O que teria sido essa sociedade? Bem, o que pudemos apurar, foi que essa sociedade foi fundada em Macaíba, no ano de 1870. Dela fizeram parte todos os comerciantes da época, bem como os fazendeiros e donos de engenho. Dentre muitos, podemos destacar o Cel. Estevão José Barbosa de Moura, Thomaz Antônio Guedes de Mello, Thomaz Antônio de Mello, Manoel Joaquim Teixeira de Moura, os irmãos Juvino, Júlio César e Sinfrônio Paes Barreto, Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão, Feliciano Pereira de Lyra Tavares, João Avelino Pereira de Vasconcelos e Vicente de Andrade Lima.

A sociedade proporcionava saúde e educação à população macaibense através de uma escola primária e de um laboratório. Mas a libertação dos escravos do município era a sua principal meta. Durante muito tempo os membros da Sociedade Beneficente da Macaíba roubaram escravos maltratados em Ceará-Mirim e São José de Mipibú, onde a produção açucareira requeria um maior número de cativos.

Essas pessoas eram trazidas para Macaíba e ficavam em Capoeiras, tradicional quilombo que remonta ao ano de 1840. O padre João Maria, vigário de Natal e o padre José Paulino de Andrade, levados pelos abolicionistas, prestavam assistência religiosa ao quilombo, tendo o padre o João Maria erguido com a ajuda das pessoas do quilombo o cruzeiro, onde eram celebradas as missas, e que até hoje se encontra naquela comunidade.

Para entendermos as razões que levaram a esses comerciantes e proprietários a se arriscarem em empreitada tão difícil, temos que observar que a época era propicia para tal fim, sendo a abolição até defendida pela Família Imperial, que premiava serviços nesse sentido. Macaíba por ser desde a sua fundação uma cidade de passagem e de comercio não demandava muitos escravos, o que fez com que a maçonaria e a Igreja Católica arregimentassem seus membros na localidade, exortando-lhes ao combate pelo fim da escravidão.

O certo é que o povo de Macaíba fez a sua parte na luta pela abolição da escravatura no município, demonstrando o avanço de sua mentalidade liberal e contribuindo com o progresso social do povoado.