segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Genealogia do Pe. João Maria Cavalcanti de Brito

Fotografia do Padre João Maria Cavalcanti de Brito. Detalhe de seu túmulo. Foto: Anderson Tavares de Lyra.

No ano de 2014, fui convidado pelo Cônego José Mário de Medeiros, para integrar, como historiador, a comissão de beatificação do Padre João Maria Cavalcanti de Brito. Perguntei em que poderia ajudar, dentro dos meus limitados conhecimentos acerca de tão elevada figura de nossa história. Ademais, muito já se escreveu e mesmo se pesquisou acerca do levita potiguar, e, certamente, eu não teria nada a acrescentar em sua biografia.

Em uma das nossas reuniões na Cúria Metropolitana, observei que ainda não existia uma pesquisa profunda, que buscasse retratar a ancestralidade do Pe. João Maria, e me dispus a contribuir com a causa da sua beatificação, pesquisando a sua genealogia, que após entregar cópias a comissão de beatificação, sinto o dever de compartilhar com quantos tenham interesse na aludida genealogia, que remonta a Jerônimo de Albuquerque – O Torto.  Segue a genealogia:

Foi com bastante dificuldade, paciência e fé que conseguimos avançar na genealogia do Pe. João Maria Cavalcanti de Brito, já que pela ordem natural dos fatos, não passaríamos além dos nomes dos avós paternos e dos avós maternos, tendo em vista que o avô paterno e a avó paterna dele eram filhos de pais solteiros, e a avó materna filha de pais ignorados. A questão estava posta!

Isso é explicado da seguinte forma: Antônio de Barros Cavalcanti (avô paterno do Pe. João Maria) era filho de pais solteiros, e logicamente nessas circunstâncias é bastante comum o registro de casamento em que os noivos são filhos naturais, não constar o nome do pai, e somente o nome da mãe com a expressão filho natural de fulana ou filha natural de cicrana ... O mesmo se aplica a Luciana Maria da Conceição (avó paterna do Pe. João Maria), que também era filha de pais solteiros.

No registro de casamento de Antônio e Luciana, realizado em 09 de junho de 1806, consta que:
Aos nove dias do mês de junho de mil oito centos e seis nesta Matriz do Seridó pelas dez horas e meia da manhã em presença das testemunhas Félix Barbosa de Medeiros, e Joaquim de Araújo Pereira, casados, moradores nesta Freguesia que comigo assinarão, pessoas que reconheço, feitas as denunciações sem impedimento, dispensa do parentesco de sanguinidade, confessados e comungados e examinados da Doutrina Cristã, se receberão em matrimonio e tiveram as bênçãos os meus Fregueses Antônio de Barros Cavalcanti, e Luciana Maria da Conceição, naturais desta Freguesia, esta filha natural de Gabriel Soares de Brito, e de Paula Maria da Conceição, solteiros; e aquele filho natural de Florêncio de Barros Cavalcanti, e de Maria Francisca, de que para constar fiz este assento que assino. Francisco de Brito Guerra. Felix Barboza de Medeiros. Joaquim de Araújo Pereira. (Livro de Matrimônios da Paróquia de Caicó de 1788-1809, ps. 123v e 124).

Observe que no registro de casamento de Antônio de Barros Cavalcanti e Luciana Maria da Conceição consta a informação de que os pais dos noivos eram solteiros. Foi muita sorte no registro ter o nome do pai do noivo e do pai da noiva, já que Antônio de Barros Cavalcanti e Luciana Maria da Conceição eram filhos de mães solteiras. Se o registro tivesse somente o nome da mãe do noivo e somente o nome da mãe da noiva, não era possível de forma alguma avançar na genealogia.

A razão da dispensa de parentesco de sanguinidade entre o casal Antônio de Barros Cavalcanti e Luciana Maria da Conceição, é a seguinte: Bartolomeu Soares de Brito (avô paterno de Antônio de Barros Cavalcante) era IRMÃO de Gabriel Soares de Brito (pai de Luciana Maria da Conceição), e isso é traduzido com a seguinte expressão: Dispensa de parentesco de sanguinidade de 3º grau atingente ao 2º grau, isto é, o avô paterno do noivo era irmão do pai da noiva.

Do casamento de Antônio de Barros Cavalcanti e Luciana Maria da Conceição nasceu, em setembro de 1816, o filho Amaro Soares de Brito - pai do Pe. João Maria - batizado aos 09 de outubro de 1816, pelo Pe. José Moreira, e os padrinhos foram José Maria de Melo, casado, e Joana Batista, viúva.

Já no registro de casamento dos avós maternos do padre João Maria, realizado em 10 de julho de 1809, na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos, consta que o avô materno Manoel Gomes da Fé, natural de Pombal, no registro tem o nome dos pais dele, mas quanto a avó materna Joana de Barros Cavalcante, consta que ela era filha de pais ignorados. No registro consta que:

Aos dez dias do mês de julho de mil oito centos e nove pelas sete horas da manhã na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos de Jardim filial desta Matriz feitas as denunciações, sem impedimento, precedendo Confissão, Comunhão e exame de Doutrina, o Padre Antonio Felis Barrêto de minha licença ajuntou em matrimonio e deu as bênçãos nupciais a Manoel Gomes da Fé, e Joana de Barros Cavalcanti, minha Freguesa; ele natural, e morador na Freguesia do Pombal, filho legitimo de Antonio Gomes da Fé, e de Maria da Conceição, já defuntos, e Ella natural, e moradora nesta, filha de Pais incógnitos, exposta, e educada em casa de Bartholomeu Soares de Brito, já defunto, e de Dona Úrsula Jozefa Cavalcante: foram testemunhas, alem de outros, o Capitão Amaro Soares de Brito, solteiro, e Antonio de Barros casado, moradores nos Jardim das Piranhas, que com o dito Padre se assinarão no Assento, que me foi remetido, de que dou Fé: e para constar fiz este termo que assino. Francisco de Brito Guerra. Pároco do Seridó. (Livro de Matrimônios da Paróquia de Santana de Caicó de 1788-1809, p. 146v).

O Capitão Amaro Soares de Brito, nascido por volta de 1740 (sem ser o Amaro Soares de Brito que foi pai do Pe. João Maria), faleceu solteiro, aos 18 de julho de 1814, com 74 anos de idade, e que esse outro Amaro Soares de Brito (que foi uma das testemunhas do casamento dos avós maternos do padre João Maria)  era irmão de Gabriel Soares de Brito (pai de Luciana Maria da Conceição, avó paterna do padre João Maria) e também era irmão de Bartolomeu Soares de Brito (avô paterno de Antônio de Barros Cavalcanti, que por sua vez foi o avô paterno do padre João Maria).

No registro de casamento dos avós maternos do padre João Maria Cavalcante de Brito, consta que a avó materna Joana de Barros Cavalcanti era filha de pais incógnitos, isto é, no registro não consta a informação do nome do pai e não tem o nome da mãe, apenas a informação de que ela foi exposta e educada em casa do casal Bartolomeu Soares de Brito e Úrsula Josefa Cavalcanti. Assim sendo, não é possível avançar de forma alguma na genealogia da avó materna do padre João Maria Cavalcanti de Brito, já que os nomes dos pais dela são desconhecidos, pois ela foi exposta.

Missa campal realizada de frente para o antigo cruzeiro existente na Sé, 1899-1900.


Relação completa dos filhos de Amaro Soares de Brito e de Ana de Barros Cavalcanti que conseguimos localizar:

1º) Josefina, nascida em 15 de abril de 1835, foi o filho mais velho de todos os filhos do casal, e foi batizada no sítio Logradouro, pelo Pe. Manoel da Silva e Sousa, foram os padrinhos Manoel Gonçalves Cavalcanti e sua mulher Ana Francisca Cavalcanti, tia paterna.

2º) Emilitana, nascida aos 25 de outubro de 1840, e foi batizada aos 08 de novembro de 1840, no Sítio Logradouro, pelo Pe. Manoel da Silva e Souza, foram padrinhos José Raimundo Cavalcante e Joana Umbelina. Emilitana Maria Cavalcanti de Brito com 32 anos de idade, contraiu matrimônio aos 02 de setembro de 1873, na Capela de Jardim de Piranhas, com Esmeraldo Rodolfo de Castilho Filho, filho de outro Esmeraldo Rodolfo de Castilho e de Manoela Maria de Jesus, casamento celebrado pelo Pe. João Maria Cavalcanti de Brito, testemunhado por Teodózio Antônio dos Santos Filho e Isidro Dantas de Oliveira.

3º) Virgílio, nascido em 12 de abril de 1841, foi batizado aos 17 de outubro de 1841, na Capela do Jardim, pelo Padre Luiz Teixeira da Fonseca, foram padrinhos Rodrigo Soares de Brito e Cordula Joaquina, solteiros.

4º) Juvenal, nascido em 22 de março de 1842, e foi batizado aos 20 de abril de 1842 no sítio Logradouro, pelo Pe. Luiz Teixeira da Fonseca,  foram padrinhos Francisco Antônio das Chagas e Felicidade Francisca Cavalcanti, solteira.

5º)  Elpídio, nascido em 07 de abril de 1843, foi batizado aos 05 de maio de 1843, na Capela do Jardim, pelo Pe. Luiz Teixeira da Fonseca, foram padrinhos Gonçalo Ferreira Ferro e sua mulher Josefa Maria da Conceição.

6º) Luciana, nasceu aos 09 de março de 1844 e foi batizada 17 de março de 1844, na Matriz pelo Pe. Manoel José Fernandes, foram padrinhos Joaquim José de Medeiros e sua mulher Ana Maria de Jesus.

7º)  Joaquim, nascido aos 04 de junho de 1845 e foi batizado aos 25 de julho de 1845 na Matriz, pelo Pe. Francisco Justino Pereira de Brito, foram padrinhos Marcos de Araújo Pereira, o Marcos da Fazenda Cavalcanti,  e sua filha Ana Renovata de Jesus, por procuração, Maria Isabel Fernandes de Brito, casada.

8º) Maria, nasceu aos 06 de fevereiro de 1847, foi batizada aos 29 de agosto de 1847 na Matriz pelo Coadjutor Francisco Justino Pereira de Brito, foram padrinhos Silvestre Dantas Correa e sua esposa Josefa Rosalina de Medeiros.

9º) João Maria, nascido em 23 de junho de 1848, foi batizado aos 14 de julho de 1848, na Capela do Jardim, pelo Pe. Domingos Pereira de Oliveira, foram padrinhos Antônio de Barros Cavalcanti Júnior e Felicidade Francisca Cavalcanti, tios paternos.

10º) Amaro Cavalcanti, nascido em 15 de agosto de 1849,  foi batizado aos 21 de outubro de 1849, na Matriz, pelo Coadjutor Francisco Justino Pereira de Brito, foram padrinhos: O Pe. Domingos Pereira de Oliveira e Alexandrina de Barros Cavalcanti, casada, tia paterna.

11º) Antônio, nascido aos 09 de junho de 1854, batizado aos 18 de junho de 1854 no Acari pelo Pe. Luiz Teixeira da Fonseca, os padrinhos foram o casal Antônio Alves dos Santos e Maria Madalena da Conceição.

12º) Gabriel, nascido em 20 de maio de 1857, e foi batizado aos 03 de junho de 1857, na Capela de Jardim de Piranhas pelo Pe. Manoel Francisco de Sousa, foram padrinhos João Martiniano da Paz Júnior e sua mulher Ana Rita de Melo. 

13º) Ana, nascida aos 14 de maio de 1862, foi batizada aos 18 de maio de 1862, na Capela de Jardim de Piranhas,  pelo Pe.  Luiz Inácio Cardoso, foram padrinhos Francisco Antônio dos Santos e sua mulher Rita Maria da Conceição.

Santinho distribuído na missa de 7º dia do Pe. João Maria. Acervo Instituto Tavares de Lyra - Macaíba.


Árvore de costado do Pe. João Maria e do seu irmão Amaro Cavalcanti

 Padre João Maria Cavalcanti de Brito, nascido em 23 de junho de 1848, em Jardim de Piranhas/RN e falecido em 16 de outubro de 1905, na cidade do Natal/RN. Eis o seu batistério:
João, filho legítimo de Amaro Soares de Brito, e de Ana de Barros, naturais e moradores, nesta Freguesia, nasceu aos 23 de junho e foi batizado com os santos óleos, aos 14 de julho de 1848, na Capela de Jardim, filial desta Matriz, pelo Padre Domingos Pereira de Oliveira, de minha licença, foram padrinhos Antônio de Barros Cavalcante Junior e Felicidade Francisca, solteiros, do que para constar mandei fazer este assento que assino. Manoel José Fernandes. (Livro de Batismos da Paróquia de Santana de Caicó, 1848, p. 160).

Dr. Amaro Cavalcanti, nascido a 15 de agosto de 1849, em Jardim de Piranhas/RN e falecido aos 28 de janeiro de 1922, no Rio de Janeiro/RJ.

Amaro, filho legítimo de Amaro Soares de Brito, e de Ana de Barros Cavalcanti, naturais e moradores desta Freguesia, nasceu aos 15 de agosto de 1849, e foi batizado, nesta Matriz, com os santos óleos, aos vinte e cinco de outubro do mesmo ano, pelo Reverendo Coadjutor Francisco Justino Pereira de Brito, de minha licença. Foram padrinhos o Padre Domingos Pereira de Oliveira e Alexandrina de Barros Cavalcanti, casada, moradores nesta Freguesia; de que para constar mandei fazer este assento em que assino. Cônego Vigário Manoel José Fernandes. (Livro de Batismos da Paróquia de Santana de Caicó, 1848, p. 189 – fora de ordem).


           Pais do Pe. João Maria

Amaro Soares de Brito, nascido em setembro de 1816, batizado aos 09 de outubro de 1816, e Ana de Barros Cavalcanti, nascida por volta de 1818 e falecida em 02 de maio de 1878, com 60 anos de idade, casados por volta de 1834. Eis o termo de batismo de Amaro:

Amaro, filho legítimo de Antônio de Barros, e de Luciana Maria, naturais e moradores neta Freguesia, nasceu em setembro de 1816, e foi batizado a nove de outubro do mesmo ano, na Capela de Jardim de Piranhas, pelo padre José Moreira, de minha licença, foram padrinhos José Maria de Mello, casado, e Dona Joana Baptista, viúva, do que para constar, fiz este assento, em que assino. O vigário Francisco de Brito Guerra. (Livro de Batismos da Paróquia de Santana de Caicó de 1814-1818, p. 136v).

Óbito de Ana de Barros Cavalcanti

Aos dois de maio de mil oito centos setenta e oito foi sepultado no cemitério desta Matriz o cadáver de Anna Cavalcanti de Maria Seja, casada que foi com Amaro Soares de Brito na idade de sessenta anos, morreu de moléstia interior com os Sacramentos, envolto em branco, e encomendado por mim. Do que para constar mandei fazer este assento que assino.  Por autorização do reverendo Pe. Luís Marinho de Freitas. (Livro de Óbitos da Paróquia de Nossa Senhora da Guia do Acari de 1872-1907, p. 41).

           Avós paternos do Pe. João Maria

Antônio de Barros Cavalcanti e Luciana Maria da Conceição, casados em 09 de junho de 1806, pais de Amaro Soares de Brito.

          Avós maternos do Pe. João Maria

Manoel Gomes da Fé, nascido em 1789 e falecido em 07 de dezembro de 1839, com 50 anos de idade, e Joana de Barros Cavalcanti, casados em 10 de julho de 1809, pais de Ana de Barros Cavalcanti.

          Bisavós paternos do Pe. João Maria

A- Florêncio de Barros Cavalcanti, nascido por volta de 1764, e Maria Francisca, que não eram casados, pais de Antônio de Barros Cavalcanti.

B- Gabriel Soares de Brito e Paula Maria da Conceição, que não eram casados, pais naturais de Luciana Maria da Conceição.

          Bisavós maternos do Pe. João Maria

A- Antônio Gomes da Fé e Maria da Conceição, pais de Manoel Gomes da Fé.
B- IGNORADOS, pais de Joana de Barros Cavalcanti, já que ela foi exposta.

          Trisavós paternos do Pe. João Maria

A- Bartolomeu Soares de Brito, falecido em 1796, e Úrsula Josefa Cavalcanti, pais de Florêncio de Barros Cavalcanti.

Nota: Úrsula Josefa Cavalcanti encontra-se descrita na página 424, da Nobiliarchia Pernambucana, do genealogista Antônio José Victoriano Borges da Fonseca. 

Nota: No inventário de Bartolomeu Soares de Brito, datado de 1797, consta entre os filhos, sendo o mais velho, Florêncio de Barros Cavalcante, bisavô paterno do Pe. João Maria.

B- Rodrigo Soares de Brito, natural do Porto, Portugal, e Maria Luciana da Conceição, natural de Taipu – PB, pais de Gabriel Soares de Brito.

          Tetravós paternos do Pe. João Maria

A- Rodrigo Soares de Brito, natural do Porto, Portugal, e Maria Luciana da Conceição, natural de Taipu – PB, pais de Bartolomeu Soares de Brito.

 B- José Cavalcanti de Albuquerque e Hipólita de Siqueira, pais de Úrsula Josefa Cavalcanti.

Nota: José Cavalcanti de Albuquerque encontra-se descrita na página 424, da Nobiliarchia Pernambucana, do genealogista Antônio José Victoriano Borges da Fonseca.

         Pentavós paternos do Pe. João Maria

A- Francisco Xavier Cavalcanti e Luíza Josefa Tavares Pessoa, pais de José Cavalcanti de Albuquerque.

Nota: Francisco Xavier Cavalcanti encontra-se descrita na página 424, da Nobiliarchia Pernambucana, do genealogista Antônio José Victoriano Borges da Fonseca.

B- Domingos de Siqueira e Maria das Neves Castro Rocha, pais de Hipólita de Siqueira.

         Hexavós paternos do Pe. João Maria

A- João Cavalcanti de Albuquerque e Maria Pessoa, pais de Francisco Xavier Cavalcanti.

Nota: João Cavalcanti d'Albuquerque encontra-se descrita na página 423, da Nobiliarchia Pernambucana, do genealogista Antônio José Victoriano Borges da Fonseca.

B- Felipe Tavares Pessoa e Suzana de Melo, pais de Luíza Josefa Tavares Pessoa.

        Heptavós paternos do Pe. João Maria

A- Antônio Cavalcanti de Albuquerque e Margarida de Souza, pais de João Cavalcanti de Albuquerque.

B- Arnau de Holanda Barreto e Luíza Pessoa, pais de Maria Pessoa.

        Octavós paternos do Pe. João Maria

A- Manoel Gonçalves Cerqueira e Isabel Isabel Cavalcanti de Albuquerque, pais de Antônio Cavalcanti de Albuquerque.

B- Antônio de Oliveira, natural de Portugal, e Leonarda de Souza Velho, pais de Margarida de Souza.

         Nonavós paternos do Pe. João Maria

A- Pedro Gonçalves Cerqueira e Catarina de Frielas, pais de Manoel Gonçalves Cerqueira.

B- Antônio Cavalcanti de Albuquerque e Isabel de Góes, pais de Isabel Cavalcanti.

         Décimos avós do Pe. João Maria

A- Felipe Cavalcanti, natural de Florença, Itália, batizado em 12 de junho de 1525, e Catarina de Albuquerque, falecida em 04 de junho de 1614, pais de Antônio Cavalcanti de Albuquerque.

B- Arnau de Holanda e Brites Mendes de Vasconcelos, falecida em 19 de dezembro de 1620, pais de Isabel de Góes.

         Décimos primeiros avós do Pe. João Maria

A- Giovanni Cavalcanti, batizado em 11 de outubro de 1478, e Genebra Manelli, naturais da Itália, pais de Filipe Cavalcanti.

B- Jerônimo de Albuquerque, o Torto, natural de Portugal, falecido em 25 de dezembro de 1584, e a índia Maria do Espírito Santo Arcoverde, pais de Catarina de Albuquerque.

          Décimos segundos avós do Pe. João Maria

A- Lourenzo Cavalcanti e Contessina Peruzzi, naturais da Itália, pais de Giovanni Cavalcanti.

B- Francesco Manelli e Madalena Gianozzo, naturais da Itália, pais de Genebra Manelli.

C- Lopo de Albuquerque e Joana de Bulhão, naturais de Portugal, pais de Jerônimo de Albuquerque, o Torto.



Relíquias do Padre João Maria que doei ao Memorial em honra ao padre, na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, no Alto Juruá em Petrópolis, Natal, no dia 16 de outubro de 2015. Um dos lenços ainda encontra-se na cidade de Macaíba, em nosso oratório.


Encerro as minhas notas genealógicas, fazendo uma homenagem às minhas tias Maria Adélia, Maria Alice e Maria Augusta de Lyra Tavares, solteiras, zeladoras do Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus, nas cidades da Macaíba e de Natal, beatas e convivas da casa do Pe. João Maria, onde eram amigas de suas irmãs, também solteiras, e que residiam com o levita. Minhas tias receberam de Militana, irmã do Pe. João Maria, “lembranças” em forma de dois lenços e de uma estola, que ano passado, quando lembrávamos os 110 anos do falecimento do padre, doei ao seu memorial, situado na igreja de Nossa Senhora de Lourdes, em Petrópolis, tendo ficado em nosso oratório, em Macaíba, um dos lenços que acompanha minha avó em suas orações diárias. 

Parentes colaterais do Padre João Maria

Tios paternos do Pe. João Maria Cavalcanti de Brito. Filhos de Antônio de Barros Cavalcanti e Luciana Maria da Conceição:

1. Ana Francisca Cavalcanti, que casou aos 15 de janeiro de 1831 na Capela de Jardim de Piranhas com Manoel Gonçalves Cavalcanti, que era natural de Pombal – PB, já viúvo de Maria de Sá Cavalcanti;

2. Alexandrina de Barros Cavalcanti;

3. Joana Umbelina Cavalcanti, nascida aos 14 de fevereiro de 1815, batizada aos 26 de outubro de 1815, na Capela de Jardim pelo Pe. José Moreira da Silva, sendo padrinhos Francisco Rezende de Carvalho, casado, e Paula Maria, solteira;

4. Felicidade Francisca Cavalcanti, nasceu em dezembro de 1817, batizada aos 29 de dezembro de 1817, na Capela de Jardim de Piranhas pelo Pe. Braz de Melo Muniz, sendo padrinhos Capitão Joaquim Felix de Medeiros e Raimunda de Barros Cavalcanti;

5. Cândido, nascido aos 04 de janeiro de 1819, batizado aos 11 de fevereiro de 1819 na Capela de Jardim de Piranhas pelo Padre Francisco de Brito Guerra, e os Padrinhos de Batismo foram Manoel de Freitas Brandão, casado, e Maria Francisca, casada, por procuração que apresentou Tereza de Jesus, solteira;

 6. José Raimundo Cavalcanti, nascido aos 19 de março de 1820, batizado aos 20 de abril de 1820 na Capela de Jardim de Piranhas pelo Padre Noberto Madeira Barros, e os Padrinhos foram Joaquim de Araújo Júnior, solteiro, e Josefa Freire, casada;

7. Laurinda, nascida aos 07 de setembro de 1821, batizada aos 21 de setembro de 1821 na Capela de Jardim de Piranhas pelo Padre Noberto Madeira Barros, e os Padrinhos foram João Antônio dos Santos e Joana de Barros;

8. Raimundo de Barros Cavalcanti, nascido aos 29 de março de 1825, batizado aos 06 de abril de 1825, na Capela de Jardim de Piranhas pelo Pe. Antônio José Ferreira Nobre, sendo padrinhos José Batista dos Santos e Alexandrina de Barros Cavalcanti, casada;

9. Raimunda de Barros Cavalcanti, irmã gêmea de Raimundo, nascida aos 29 de março de 1825, batizada aos 06 de abril de 1825, na Capela de Jardim de Piranhas pelo Padre Manoel Nunes Ferreira, sendo padrinhos o Pe. Antônio José Ferreira Nobre e Maria da Conceição Silva, por procuração que apresentou Catarina de Sena Nobre;

10. Antônio de Barros Cavalcanti Júnior, nascido aos 05 de julho de 1828 e falecido aos 19 de setembro de 1873, com 44 anos de idade, morador que foi no Logradouro, e foi batizado aos 17 de agosto de 1828, na Capela de Jardim de Piranhas, pelo Pe. Manoel José Fernandes, sendo padrinhos Manoel Batista e Ana Maria, casados;

11. Joaquim de Barros Cavalcanti;

12. Ursulina de Barros Cavalcanti;

 13. Umbelina de Barros Cavalcanti;


14- Maria Luciana da Conceição, que casou aos 08 de maio de 1828, no Sítio Logradouro com Belchior de Souza e Silva, nascido aos 15 de janeiro de 1804, filho de José de Souza e Silva e de Florência Maria da Rocha;

15- Laurinda, a 2ª do nome, nascida aos 20 de maio de 1834, batizada aos 30 de maio de 1834, na Capela de Jardim de Piranhas pelo Pe. João Álvares Camelo, sendo padrinhos Joaquim de Brito, solteiro, e Maria Luciana da Conceição, casada.


Laurinda foi a última filha do casal, nasceu 28 anos depois do casamento dos pais que foi realizado no ano de 1806.

Tios maternos do Pe. João Maria Cavalcanti de Brito, filhos de Manoel Gomes da Fé e de Joana de Barros Cavalcanti:

1- Manoel Gomes da Fé Filho;

2- José Gomes da Fé;

3- Josefa Maria da Conceição, que casou com Gonçalo Ferreira Ferro, natural de Pombal – PB;

4- Justina Gomes da Fé;

5- Gotardo Cavalcanti, nasceu em 14 de outubro de 1814, batizado aos 06 de novembro de 1814, pelo Pe. José Moreira da Silva na Capela do Acari, sendo padrinhos José Álvares de Aroxa, solteiro, e Tereza de Jesus.


Gotardo Cavalcanti, com 18 anos de idade, contraiu matrimônio aos 05 de novembro de 1832, com Antônia Maria da Conceição, filha de Roque José da Silva e de Joana Evangelista;

6- Cipriana Maria da Fé, nascida aos 12 de outubro de 1815, batizada aos 05 de novembro de 1815, na Capela de Jardim de Piranhas, pelo Pe. José Moreira da Silva, sendo padrinhos João Antônio dos Santos e a esposa Pulquéria Maria de Moura;

7- Maria Claudina da Fé, nascida aos 16 de Janeiro de 1817, batizada aos 12 de fevereiro de 1817, na Capela de Jardim de Piranhas, pelo Pe. Braz de Melo Muniz, sendo padrinhos Antônio de Barros Cavalcanti e Antônia Maria;

8- Raimundo Gomes da Fé, nascido aos 13 de março de 1820, foi batizado aos 09 de abril de 1820 na Capela de Jardim de Piranhas, e os Padrinhos foram Joaquim de Araújo Pereira e a 1ª esposa Josefa Freire de Vasconcelos;

9- Cândido Gomes da Fé, nascido por volta de 1823.

Filhos de Bartolomeu Soares de Brito e de Úrsula Josefa Cavalcanti:

     1- Florêncio de Barros Cavalcanti, nascido por volta de 1764 e faleceu solteiro, teve um relacionamento com Maria Francisca, e disso resultou no nascimento do filho Antônio de Barros Cavalcanti, o avô paterno do Pe. João Maria;

      Florêncio de Barros Cavalcanti foi o bisavô paterno do Pe. João Maria.

       2- Rodrigo Soares de Brito, nascido por volta de 1767;

      3- Gonçalo José Cavalcanti, nascido por volta de 1772, casou com Ana Clara de Ataíde, filha de Pedro Ferreira da Rocha e de Maria da Conceição de Ataíde;

     4- Ana Francisca Cavalcanti, que foi casada em 1º matrimônio com José de Souza Soares, e casou em 2º matrimônio aos 25 de julho de 1807, na Capela de Jardim de Piranhas, com Manoel Álvares Cardoso, natural de Pombal/PB, filho de João Ferreira Godinho, já falecido, e de Francisca Alves de Moura;

       5- Joaquina Cavalcanti;

       6- Isabel Cavalcanti;

      7- Úrsula Josefa Cavalcanti Filha, nascida por volta de 1770, casada às 19 horas do dia 28 de outubro de 1806, na Capela de Jardim de Piranhas, com Manoel de Freitas Brandão, filha natural de Paula Maria, solteira;

       8- Maria, nascida por volta de 1774;

       9- Tereza Maria de Jesus, nascida por volta de 1777, casou às 11 horas do dia 20 de fevereiro de 1799, na Capela de Nossa Senhora dos Aflitos de Jardim das Piranhas, com Joaquim Ferreira de Lira, natural de Pombal/PB, filho de Pedro Ferreira da Rocha, já falecido, e de Maria da Conceição de Ataíde, casamento celebrado pelo Pe. Antônio Felix Barreto e testemunhado por Gonçalo José Cavalcanti e Manoel Pereira Monteiro Júnior.

      10- Pulquéria Maria de Marrocos, nascida por volta de 1782, casada com João Antônio dos Santos.

      Filhos de Rodrigo Soares de Brito, natural do Porto, Portugal, e de Maria Luciana da Conceição, natural do Estado da Paraíba.

   1- Bartolomeu Soares de Brito, que casou com Úrsula Josefa Cavalcanti, filha de José Cavalcanti de Albuquerque e de Hipólita de Castro Rocha;

     Bartolomeu Soares de Brito foi o trisavô paterno do Pe. João Maria.

       2- Timóteo Soares de Brito, casado com Martinha da Purificação, filha de José Cavalcante de Albuquerque, natural de Olinda/PE, e de Inácia Cardoso, natural de Araripe/PE;

     3- Serafim Soares de Brito;

     4- Maria Correia da Purificação, que casou com Antônio da Costa Couto, filho de André da Costa Couto e de Maria de Nazareth;

       5- Ana Josefa da Conceição, que casou com José dos Santos Nogueira, filho de Vicente Nogueira de Carvalho, natural do Porto, Portugal, e de Ana Maria da Cunha, natural do Estado da Paraíba;

    6- Gabriel Soares de Brito, falecido solteiro, mas teve um relacionamento com Paula Maria, solteira, e disso nasceu a filha Luciana Maria da Conceição, a Avó Paterna do Padre João Maria;

         Gabriel Soares de Brito foi o bisavô paterno do Pe. João Maria.

        7- Amaro Soares de Brito, nascido por volta de 1740 e falecido solteiro aos 18 de julho de 1814 com 74 anos de idade.

       Esse outro Amaro Soares de Brito que faleceu solteiro era o tio-avô (tio em 2º grau) pela parte materna de Amaro Soares de Brito (Pai do Padre João Maria), já que este último por sua vez era neto materno de Gabriel Soares de Brito, que por sua vez era irmão do dito Amaro que faleceu solteiro.

       Esse outro Amaro Soares de Brito que faleceu solteiro era também o tio-bisavô (tio em 3º grau) pela parte paterna de Amaro Soares de Brito (pai do Pe. João Maria), já que este último por sua vez era bisneto paterno de Bartolomeu Soares de Brito, que por sua vez era irmão do dito Amaro que faleceu solteiro.

          Filhos de José Cavalcanti de Albuquerque e de Hipólita de Castro Rocha:

         1- André Cavalcanti de Barros, casado com Rosa Maria Cavalcante, filha de Francisco do Rego Barros e de Apolônia Maria de Albuquerque.

         2- Josefa Cavalcanti de Albuquerque, casada com Alberto de Morais Rego.

         3- Úrsula Josefa Cavalcanti, nascida por volta de 1740 e falecida viúva, aos 12 de agosto de 1824, com 84 anos de idade em Jardim de Piranhas/RN, que casou com Bartolomeu Soares de Brito, filho de Rodrigo Soares de Brito, natural de Portugal, e de Maria Luciana da Conceição, natural do Estado da Paraíba.

         Úrsula Josefa Cavalcanti foi a trisavó paterna do Pe. João Maria.


          4- Carlos José Cavalcanti.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Uma reliquia de Thomaz de Araújo Pereira, 1º Presidente do Rio Grande do Norte



Bengala confeccionada em madeira e cabo de prata portuguesa, pertencente ao Thomaz de Araújo Pereira (1765-1847), 3º do nome, 1º presidente da Província do Rio Grande do Norte, nomeado por patente do imperador Dom Pedro I e cuja peça ficou como herança para seu neto João Damasceno Pereira de Araújo (1827-1908), Tenente Coronel da Guarda Nacional e senhor das fazendas Bulhões (Acari-RN) e Saco do Martins (Caicó-RN). Após a sua morte foi herdado pela sua neta Francisca Xavier de Araújo (1876-1929) e cujos descendentes doaram ao Instituto Tavares de Lyra essa peça histórica. Se basearmo-nos no ano da morte de Thomaz, 1847, a bengala possui cerca de 169 anos.

Com os descendentes de José Bezerra de Araújo, ex-prefeito de Currais Novos/RN, em Natal, existe um cajado que pertenceu ao presidente Thomaz de Araújo Pereira (1765-1847), e que sabe-se morreu cego. O cajado chegou a José Bezerra de Araújo por seu avô o coronel da Guarda Nacional José Bezerra de Araújo Galvão (1843-1926).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Duas teses para a origem de Thomaz de Araújo Pereira Júnior (Thomaz Bengala)

Ananília Regina de Araújo, filha de Thomaz de Araújo Pereira


Benvenuto Pereira de Araújo, filho de Thomaz de Araújo Pereira


A origem de Thomaz de Araújo Pereira Júnior (Thomaz Bengala) é um mistério da genealogia potiguar, aparentemente, sem perspectiva de solução. Porém, há suspeitas de dois Thomaz de Araújo Pereira, ambos originários de São Gonçalo do Amarante, e que um deles possa ter sido pai de Thomaz Bengala, que no seu inventário em 1862, constava como Thomaz de Araújo Pereira Júnior, mas que posteriormente em documentos diversos, através de registros de nascimentos de seus netos teve o seu nome invertido de Thomaz de Araújo Pereira Júnior para Thomaz Pereira de Araújo.

Primeira hipótese para a tese genealógica de Thomaz de Araújo Pereira Júnior, o Thomaz Bengala.

        I- Thomaz de Araújo Pereira, que era natural de São Gonçalo do Amarante/RN, nascido em 06 de outubro de 1799, batizado aos 19 de outubro de 1799, filho de Antônio Pedro de Araújo, que era natural da região de São Gonçalo do Amarante/RN, nascido em 1764 e falecido em 07 de outubro de 1848 com 84 anos de idade na região do Seridó/RN, e de Tereza de Jesus da Rocha, nascida aos 29 de agosto de 1774, batizada aos 17 de setembro de 1774, e falecida em 11 de setembro de 1838 com 64 anos de idade, casados antes de 1794, contraiu matrimônio com JOANA MARIA DO SACRAMENTO, natural do Assu/RN, morou um tempo no Seridó, depois foi para o Assu, posteriormente para Santana do Matos, onde batizou filhos, que foram:

             1- Manoel Thomaz de Araújo, nascido por volta de 1824 e falecido em 23 de agosto de 1886 com 62 anos de idade em Jucurutu/RN, que casou com Maria Joaquina do Espírito Santo.

            2- Ana, nasceu aos 07 de outubro de 1828, batizada aos 12 de outubro de 1828 pelo Padre Manoel José Fernandes, sendo padrinhos Manoel de Araújo Pereira e a esposa Ana Maria dos Reis, esta filha de Antônio Pedro de Araújo.

         3- Francisco, nasceu aos 08 de fevereiro de 1830, batizado aos 21 de fevereiro de 1830, e os padrinhos de batismo foram Joaquim José de Medeiros e a esposa Ana Maria de Jesus, por sua procuradora Maria Tereza, solteira.

        4- Joaquim, nascido aos 21 de fevereiro de 1831, os padrinhos de batismo foram Vicente de Araújo Pereira e a esposa Helena Maria, esta filha de Antônio Pedro de Araújo.

            5- José, nascido aos 15 de maio de 1834, batizado aos 01 de junho de 1834 em Santana do Matos, sendo padrinhos de batismo  Francisco Xavier de Seixas e a esposa Ana Maria.

           6- João, nascido aos 21 de setembro de 1835, batizado aos 29 de setembro de 1835 em Santana do Matos sendo padrinhos de batismo João Gonçalves Pereira, casado, e Francisca de Andrade, solteira.

          7- Sebastião, nascido aos 21 de janeiro de 1837, batizado aos 04 de abril de 1837 em Macau, sendo padrinhos de batismo José Martins Ferreira e a esposa Josefina Martins Ferreira.

        8- Conegundes Maria de Araújo, batizada aos 04 de dezembro de 1839, casou com Francisco Manoel de Seixas, filho de Francisco Xavier de Seixas e de Ana Maria, casados aos 30 de janeiro de 1827, neto paterno de Miguel Teotônio de Seixas e de Tereza Maria Barbosa, e neto materno de José Gonçalves e de Isabel Pereira.

           9- Thomaz.

       Não foi encontrado batismo de nenhum filho do casal Thomaz de Araújo Pereira e Joana Maria do Sacramento com o nome Thomaz, mas existe a hipótese que desse casal possa ter nascido um filho por nome Thomaz, que se não tiver falecido criança, pode ter atingido a idade adulta e ter se tornado possivelmente Thomaz de Araújo Pereira Júnior, que era o mesmo nome completo de Thomaz Bengala.


A seguir, a segunda hipótese desta tese para a genealogia de Thomaz de Araújo Pereira Júnior, o Thomaz Bengala.

        II- TOMAZ DE ARAÚJO PEREIRA (Irmão do Antônio Pedro de Araújo acima citado), natural de São Gonçalo do Amarante/RN, nascido aos 11 de dezembro de 1771, filho de José de Araújo Pereira e de Helena Barbosa de Albuquerque, contraiu matrimônio por volta de 1797 com a prima legítima Antônia Gomes Carneiro, natural de São Gonçalo do Amarante/RN, nascida em 08 de fevereiro de 1782, filha de Manoel de Abreu Soares (bisneto) e de sua 2ª esposa Ana Maria Carneiro, neta paterna do português Hipólito de Sá Bezerra e de Joana Barbosa de Albuquerque, e neta materna do português João Gomes Carneiro e de Ana Ferreira de Miranda.

           Filhos de Thomaz de Araújo Pereira e de Antônia Gomes Carneiro:

          1- José de Araújo Pereira (Neto), batizado aos 27 de dezembro de 1797 na Igreja de São Gonçalo do Amarante/RN, pelo padre José Gonçalves de Medeiros Lisboa, e os padrinhos de batismo foram o avô paterno José de Araújo Pereira, e Antônia Francisca de Melo, solteira, na ocasião, mas que foi a esposa de Alexandre Ferreira de Miranda.

          José de Araújo Pereira casou em 09 de junho de 1823 na capela de São Gonçalo do Potengi com Ana Maria de Jesus, filha de João Felix Ferreira Neves e de Leonor de Morais, sendo ela natural da Freguesia das Mercês da Serra do Coité/PB, e o celebrante do casamento foi o Padre Manoel André de Paiva, e as testemunhas foram João Teixeira, solteiro, e João Barbosa, casado.

           Registro de batismo de José de Araújo Pereira (NETO):
Aos vinte Sette de Dezembro de Mil Settecentos e noventa e sette na Igreja de S. Gonçallo o Padre José Gonçalves de Medeiros Lisboa de minha Licença batizou e pos os Santos Óleos ao innocente JOZÉ, filho Legitimo de Tomas de Araújo Pereira, e Antonia Maria, todos desta freguezia, netto paterno de Jozé de Araújo, e Helena Barbosa, e netto materno de Manoel de Abreu Soares e Ana Maria. Forão Padrinhos Jozé de Araújo Pereira, e Antonia Francisca de Melo, solteira. De que para constar mandei fazer este assento em que me assigno. Feliciano Jozé Dornelles. Vigrº Colado.

         2- Ana Ferreira de Miranda (bisneta), foi batizada em 01 de março de 1800, foram padrinhos Antônio José de Lemos e a sua esposa.

       Ana Ferreira de Miranda casou aos 11 de outubro de 1819 na Matriz de Nossa Senhora da Apresentação de Natal/RN com João Félix Ferreira, filho de João Felix Ferreira Neves e de Leonor de Morais, e o celebrante foi o padre Francisco Antônio Lumachi de Melo, e as testemunhas foram João Teixeira de Carvalho e Geraldo Ferreira Neves.

         Esta Ana Ferreira de Miranda reproduziu o nome completo da sua bisavó materna Ana Ferreira de Miranda, a 1ª do nome.

         3- Jerônima, nascida a 24 de julho de 1802 e batizada em 07 de agosto de 1802, e os padrinhos de batismo foram José Aurélio de Moura Melo e a esposa Margarida Pereira, e o vigário que celebrou o batismo foi o Pe. Antônio Pedro de Albuquerque.

          4- Helena, nascida em 01 de outubro de 1804, batizada em 04 de novembro de 1804, foram padrinhos de batismo Antônio José dos Santos, e Ana Rita de Araújo, filha de Gabriel José de Amorim e de Maria Rosa da Conceição.

       5- Thomaz, que nasceu em 1813 e foi batizado em 01 de janeiro de 1814, e que se esse Thomaz sobreviveu a infância deve ter adotado o nome completo de Thomaz de Araújo Pereira Júnior, mas existiu um Thomaz de Araújo Pereira Júnior que era o Thomaz Bengala, que é este o nome que consta em seu inventário, falecido em 31 de outubro de 1862, e que era casado com Rita Regina de Miranda, filha de João Ferreira de Miranda, natural de São Gonçalo do Amarante/RN, nascido em 18 de setembro de 1802, batizado em 30 de setembro de 1802, e falecido aos 06 de julho de 1892 com 89 anos de idade em Santana do Matos/RN, e de Joaquina Maria da Conceição.

         João Ferreira de Miranda foi batizado pelo Pe. Antônio Pedro de Alcântara na capela de São Gonçalo do Amarante, foram padrinhos de batismo Antônio Francisco Vieira e a esposa Francisco Xavier dos Prazeres, e ele era filho de Alexandre Ferreira de Miranda, nascido por volta de 1763 e falecido aos 30 de setembro de 1841, com 68 anos de idade em Santana do Matos, e de Antônia Joaquina de Melo, casados provavelmente por volta no ano de 1798, na Freguesia de São Gonçalo do Amarante, neto paterno de João Gomes Carneiro, natural de Portugal, e de Ana Ferreira de Miranda, natural de Goianinha/RN, nascida por volta de 1730 e falecida em 27 de maio de 1786 com 56 anos de idade, e neto materno do capitão Antônio Rodrigues Santiago, nascido por volta de 1752 e falecido em 26 de abril de 1803, e de Inácia Francisca de Melo, casados em 24 de novembro de 1773 na capela de São Gonçalo do Amarante/RN.

         Registro de batismo de Thomaz Júnior, que pode ser, em tese, Thomaz de Araújo Pereira, o Thomaz Bengala:

No primeiro de janeiro de mil oito centos e cartoze na Fazenda da Pedra do Navio o Padre Fidelis de Paiva solemnemente batizou a THOMAS filho legitimo de Thomas de Araújo e Dona Antonia Maria naturaes e moradores desta Freguesia: forão Padrinhos Pedro Miguel e sua mulher Maria Ignácia moradores nesta mesma Freguesia. Do que para constar mandei fazer este termo que assignei. Feliciano José Dornelles. Vigrº Collado.

      Os padrinhos de batismo desse Thomaz foram Pedro Miguel e Maria Inácia, ele natural do Estado do Maranhão, e ela filha do português Gabriel de Amorim e de Maria Rosa da Conceição, e esta última filha do casal José de Araújo Pereira e de Helena Barbosa de Albuquerque.

Há uma tradição, repassada a este pesquisador por d. Ananília Salustino Soares (Niná Salustino), de que os pais de sua avó Ananília Regina de Araújo eram primos, porém, sem indicar qual o grau exato. Contudo, com a genealogia de João Ferreira de Miranda (sogro de Thomaz Bengala), e a genealogia do provável Thomaz Bengala, tudo leva a crer que Thomaz Bengala e sua esposa Rita Regina de Miranda eram primos em terceiro grau.

Isso significa que Tomaz de Araújo Pereira Júnior (Tomaz Bengala) era parente bem próximo do sogro João Ferreira de Miranda, possivelmente primos em 2º grau, assim sendo Tomaz Bengala pode ter sido neto materno de Manoel de Abreu Soares e da 2ª esposa Ana Maria Carneiro, enquanto que João Ferreira de Miranda era filho de Alexandre Ferreira de Miranda, este que por sua vez era irmão de Ana Maria Carneiro (Dentro de nossa tese, a provável avó materna de Tomaz Bengala), ou seja, o pai de João Ferreira de Miranda era irmão da provável avó materna de Tomaz de Araújo Pereira Júnior, o Tomaz Bengala.

         6- João de Araújo Pereira, batizado em Mulungu aos 08 de agosto de 1815, sendo os padrinhos de batismo João de Araújo Pereira, tio paterno do batizado, e Ana Ferreira de Miranda, que era Irmã do batizado, filha de Tomaz de Araújo Pereira e de Antônia Gomes Carneiro.


       7- Antônio de Araújo Pereira, batizado em 08 de outubro de 1820 pelo Pe. Manoel André de Paiva, foram padrinhos Domingos José Freire e a esposa Joaquina Josefa Camelo.

Cabe então, ao leitor, escolher a tese que melhor represente a indagação em tela. Particularmente, fecho questão, diante do que foi pesquisado, com a segunda hipótese. Destacando ainda que o segundo matrimônio de Rita Regina da Câmara com Manoel Pires de Albuquerque Galvão, que ocorreu na cidade do Acari, conforme consta do assentamento:


Aos trinta de setembro de mil oitocentos e sessenta e nove, pelas sete horas da tarde, no Sítio Cascavel, desta Freguesia de Acari, depois de obtida as necessárias dispensas de parentesco de afinidade, proclamas e hora, uni em matrimônio os contraentes Manoel Pires de Albuquerque Galvão e Rita Regina da Câmara, viúvos, sendo ele desta Freguesia e ela da Freguesia de Sana Rita da Cachoeira, servatis servandis, sem impedimento algum, em presença das testemunhas Antonio Pires de Albuquerque Galvão e Sérvulo Pires de Maria Galvão, que comigo assinaram o assento, pelo qual mandei fazer este assento que assino. O Vigário Thomaz Pereira de Araújo.

A respeito da dispensa de parentesco de afinidade que consta no casamento de Rita Regina de Miranda com o segundo esposo Manoel Pires de Albuquerque Galvão, afirmo que a bisavó materna de Manoel Pires de Albuquerque Galvão (Ana de Araújo Pereira, a 1ª do nome) era irmã do provável avô paterno de Thomaz Bengala (José de Araújo Pereira). Uma dispensa de parentesco de afinidade em um registro de casamento significa comparar o parentesco entre o 1º marido e o 2º marido.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Troncos da família Medeiros do Seridó

Esta é a família Medeiros advinda dos irmãos Rodrigo de Medeiros Rocha e Sebastião de Medeiros Matos na Freguesia de São Pedro da Ribeira Seca, Conselho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal. Filhos do casal Manoel de Matos e de Maria de Medeiros Pimentel:

              F.1  Maria Frias de Medeiros,  nascida em 1696 e faleceu em 28 de fevereiro de 1722, com 25 anos de idade, batizada em 21 de outubro de 1696 pelo Pe. João de Souza Freire, e o padrinho de batismo foi  o tio paterno Rodrigo de Matos Filho.

         Maria Frias de Medeiros contraiu matrimônio em 25 de junho de 1719, com Manuel de Souza Vieira Moreira, filho de Inácio Moreira e Bárbara Francisca Ferreira, e o celebrante foi o Cura Pe. Domingos de Souza Âmbar,  e as testemunhas Pe. João de Souza Freire e Francisco de Frias Machado.

         F.2 Josefa Maria de Frias, batizada em 16 de fevereiro de 1698 pelo Pe. Manoel de Carvalho, sendo padrinho foi o tio paterno Rodrigo de Matos.

          Josefa Maria de Frias contraiu matrimônio aos 18 de julho de 1726, em São Pedro da Ribeira Seca com o Alferes Manuel de Melo Cabral, filho de João de Almeida Mascarenhas e Maria de Melo Cabral, o celebrante foi Padre Manoel da Costa, e as testemunhas José de Arruda e o Pe. Manoel de Medeiros Ponte.

          F.3 Manoel de Medeiros, nascido em 04 de novembro de 1699, foi batizado aos 09 de novembro de 1699, pelo Pe. Manoel de Carvalho, sendo padrinho de batismo o Feitor Francisco Cordeiro da Mota.

          F.4 Belchior Manoel, nascido em 26 de março de 1701, na Freguesia de São Pedro da Ribeira Seca, foi batizado aos 29 de março de 1701, pelo Padre Manoel de Carvalho, e o padrinho de batismo foi Francisco Cordeiro da Mota, e as testemunhas foram o Pe. Jerônimo da Rocha e João de Arruda.

           F.5 Bartolomeu de Frias, nascido em 09 de setembro de 1702, batizado aos 17 de setembro de 1702, e o padrinho foi Manoel de Frias Pereira.

           F.6 Antônio de Frias, nascido em 04 fevereiro 1704, batizado a 09 de fevereiro de 1704 pelo Pe. Manoel Cabral, e o padrinho foi Antônio Brum da Silveira.

           F.7 Ana do Espírito Santo, nascida em 01 de junho de 1705, batizada aos 06 de junho de 1705, e o padrinho foi o Capitão Antônio Brum da Silveira, e testemunhas do batizado foram Bartolomeu de Frias (avô materno) e seu filho Francisco de Frias Machado.

           Ana do Espírito Santo casou aos 18 de maio de 1736, com Bernardo de Souza Moreira, filho de Inácio Moreira de Souza e de Bárbara Ferreira, sendo celebrante o Pe. Manoel de Souza Pacheco, e as testemunhas Inácio Cordeiro de Sampaio e Manoel de Souza Moreira.

           F.8 Antônio de Medeiros, nascido em 17 de janeiro de 1707, batizado aos 23 de janeiro de 1707, foi padrinho Manoel de Frias Pereira.

           Antônio Medeiros casou aos 05 de março de 1735, na Freguesia do Divino Espírito Santo da Maia com Francisca de Rezende, filha de Domingos Bulhões de Melo e Maria Francisca de Rezende, sendo celebrante o Pe. Manoel da Ponte, e as testemunhas Belchior Manoel e Manoel de Medeiros Macedo.

          F.9 Rodrigo de Medeiros Rocha,  nascido em 21 de janeiro 1709, batizado em 26 de janeiro de 1709 pelo Pe. João de Souza Freire, sendo padrinhos Manoel de Frias Pereira, e as testemunhas do batismo foram João da Silva e Antônio da Silva.

          Rodrigo de Medeiros Rocha veio para o Brasil, onde casou por volta de 1738, com Apolônia Barbosa, filha de Manoel Fernandes Freire e Antônia de Morais Valcácer, (1ª do nome).
                               
          F.10  Francisco de Medeiros, nascido em 30 de setembro de 1710, batizado em 12 de outubro de 1710, o padrinho foi Antônio Brum da Silveira.

         Francisco de Medeiros casou a 08 de agosto de 1736, em São Miguel de Vila Franca do Campo com Antônia Francisca de Medeiros, filha de Antônio Jácome Raposo e Maria Pacheco Muniz, foi celebrante o Pe. Adriano de Paiva de Medeiros, e as testemunhas Pe. Francisco Pereira Couto e Antônio Muniz Furtado de Medeiros.

          F.11 Francisca Margarida, nascida em 14 de julho de 1712, batizada a 18 de julho de 1712, sendo padrinhos foram Manoel Pacheco Botelho (casado com Maria de Arruda) e Maria Madalena (esposa de Francisco de Matos da Costa).

          Francisca Margarida contraiu matrimônio aos 20 de julho de 1735, com João de Melo, filho de Domingos de Melo e Maria Francisca de Rezende, sendo celebrante o Pe. Manoel Pacheco de Melo, e as testemunhas foram Manoel de Medeiros e Belchior Manoel.

          F.12 Sebastião de Medeiros Matos, nascido em 19 de janeiro de 1716, batizado em 30 de janeiro de 1716 pelo Pe. Domingos de Souza Ambar na Freguesia de São Pedro da Ribeira Seca, Conselho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, e o padrinho de batismo foi o Pe. João de Souza Freire, e as testemunhas do batismo foram João da Silva e o Sacristão Manoel Rodrigues.

          Sebastião de Medeiros Matos veio para o Brasil e casou provavelmente por volta de 1738 com Antônia de Morais Valcácer, (2ª do nome), nascida provavelmente em 1720, filha de Manoel Fernandes Freire e de Antônia de Morais Valcácer, (1ª do nome).

Obs: O português Sebastião de Medeiros Matos e sua esposa Antônia de Morais Valcácer são os trisavós maternos do Conselheiro Luís Gonzaga de Brito Guerra, o Barão do Açú.

          F.13 Antônia Maria de Medeiros, nascida em 16 de novembro de 1718, batizada a 21 de novembro de 1718, tendo por padrinho o Pe. Antônio Furtado de Mendonça, casada em 07 de dezembro de 1737 na Freguesia de São Pedro da Ribeira Seca com Francisco Ferreira, nascido em 03 de março de 1710, filho legítimo de Inácio Moreira e Bárbara Francisca Ferreira, o celebrante foi José do Amaral, e as testemunhas Pe. Sebastião Cordeiro e Manoel Dias.

          F.14 Bernardo de Medeiros, nascido em 20 de setembro de 1720, batizado aos 26 de setembro de 1720, sendo padrinho o Pe. Antônio Furtado.


A família Saldanha do Seridó Potiguar

Joaquim da Silva Saldanha, que era natural do Estado do Ceará, era filho de Domingos da Silva Saldanha (batizado a 28-02-1762 na Matriz do Icó-CE) e de Maria Rosa Cândida de Miranda. Neto paterno de Miguel da Silva, (batizado a 19-09-1698) natural do lugar Santiago, Freguesia de Castelo do Neiva, Conselho e Distrito de Viana do Castelo, Portugal, e bisneto paterno por Miguel da Silva, de Domingos Álvares Saldanha e de Joana da Silva Barbosa, naturais de Portugal.

Francisca Joaquina Maia, que também era natural do Estado do Ceará, era filha de Francisco Alves Ferreira Maia e de Cosma Fernandes.

O casal Joaquim e Francisca habitaram em Catolé do Rocha/PB. Os filhos de Joaquim da Silva Saldanha e Francisca Joaquina Maia que tenho conhecimento foram estes listados abaixo:

F.1 Benvenuto da Silva Saldanha, casado com Leonor Burle Monteiro, filha de Cândido Pereira Monteiro e de Maria Joaquina Burle, estes por sua vez casados em 03 de novembro de 1849, neta paterna de Manoel Pereira Monteiro e de Maria José de Jesus da Rocha, e neta materna de José Burle e de Joaquina Burle.

F.2 Cosma da Silva Saldanha, casada com Francisco da Silva Grilo, filho de José Antônio da Silva Grilo.

F.3 Pedro da Silva Saldanha, casado com Maria Cândida Monteiro, filha de Cândido Pereira Monteiro e de Maria Joaquina Burle.

F.4 Cristina da Silva Saldanha, casada às 15 horas do dia 03 de março de 1851 com Manoel Martins Veras, natural de Campo Grande/RN, filho de Luciano Martins Veras e de Cosma Rodrigues Veras, neto paterno de Manoel Martins Veras, e neto materno de Silvestre Rodrigues Veras e de Eugênia Ferreira de Barros, e o casamento foi celebrado pelo Pe. Manoel Bezerra Cavalcante na Fazenda Mulungu, Região de Catolé do Rocha/PB, e as testemunhas do casamento foram Joaquim Felício de Almeida Castro e Miguel Joaquim de Almeida Castro.

F.5 Joaquina da Silva Saldanha, casada com Manoel Martins Veras, que já era viúvo da primeira esposa Cristina da Silva Saldanha.

F.6 Benedito da Silva Saldanha, nascido em 1835, casado aos 21 de dezembro de 1871 na Matriz com Josefina Augusta Dantas, nascida em 1854, filha de Manoel Dantas Correia de Góes e de Jacinta Augusta Brandão, neta paterna de José Dantas Correia de Góes e de Isabel Rita Caetana da Silveira, e o casamento foi celebrado pelo Pe. Bernardo de Carvalho Andrade, e as testemunhas do casamento foram o Capitão Manoel Martins Veras e José Dantas de Góes e Vasconcelos.

         OBS.: O casal Benedito da Silva Saldanha e Josefina Augusta Dantas foram os pais de Joaquim da Silva Saldanha (Coronel Quincas Saldanha), nascido por volta de 1872.


Quincas Saldanha. Foto: Clenildo Maia. 


7- Francisco da Silva Saldanha, nascido em 26 de abril de 1837, batizado aos 07 de junho de 1837, pelo Padre José Gonçalves de Vasconcelos, e os Padrinhos de Batismo foram José Lobo dos Santos e a esposa Felícia Joaquina de Jesus.

8- Joaquim da Silva Saldanha, nascido aos 05 de setembro de 1839, batizado aos 07 de novembro de 1839 pelo Padre José Ferreira da Mota, sendo padrinhos de batismo Joaquim Felício de Almeida Castro e a esposa Cosma Rodrigues Veras.

9- Delmiro da Silva Saldanha, nascido aos 15 de fevereiro de 1846, batizado aos 15 de maio de 1846, pelo Padre Pedro José de Queiroz, e padrinhos de batismo foram José Fernandes de Queiroz e Sá a Carolina Gomes da Silveira. Foi casado na Fazenda Saco do Martins, Caicó-RN, aos 26-11-1892 com Porfíria Porcina Pereira, filha do coronel João Damasceno Pereira de Araújo e Tereza Alexandrina de Jesus.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Os 140 anos da Capela de São José

                                          Capela de São José tendo a sua esquerda os antigos jardins do Solar Caxangá. 



No chão elevado e firme do alto do barro vermelho, centro de Macaíba, está a capela de São José, clara, linda, acolhedora, a mais simples, a mais pobre, a mais legítima na sua arquitetura gótica sedutora. No dia 19 de março de 1876, era inaugurada e benta pelo vigário de São Gonçalo do Amarante Manoel Fernandes de Lustosa Lima, com grande assistência da população que a construiu com veneração.

A capela era a afirmação da fé e denunciava o desenvolvimento econômico local, a densidade demográfica em ritmo crescente, o numero apreciável de almas em “estado de comunhão”, certa massa residencial fixando cristãos, vivendo em tarefas regulares.

 A história da capela de São José está intimamente ligada ao solar Caxangá, uma vez que encontra-se edificada nos nove hectares iniciais dessa propriedade, anteriormente denominada fazenda Barra. Segundo a escritura pública de doação feita pelo coronel Estevão José Barbosa de Moura, aos 27 de fevereiro de 1874, eram 700 palmos (140 metros) de frente, por 200 palmos (400 metros) de fundo. O coronel Estevão Moura atendia a uma reivindicação da população de Macaíba, cuja matriz ainda estava em construção e que se deslocavam até o município de São Gonçalo do Amarante para a assistência religiosa.

A construção da capela foi iniciada ainda no ano de 1874 e teve a participação da maioria das pessoas da comunidade, que auxiliaram das mais diversas formas os mestres de obras. Segundo a arquiteta Jeanne Fonseca Leite Nesi, que analisou, nos anos 1980, a estrutura do templo:

A capela de São José possui apenas a capela-mor e a nave. A fachada compõe-se de três portas de acesso, confeccionadas em madeira, em vãos de vergas retas. Possuem cercaduras de massa, formando arcos ogivais, e são encimadas por óculos. A fachada do templo apresenta frontispício curvilíneo, ladeado por dois pináculos.

O primitivo altar era esculpido em madeira, trabalho dos artesãos locais quando de sua construção. Esse altar foi substituído em 1919, em uma primeira reforma, pelo de alvenaria que permanece até hoje, constituído de único nicho central que encerra o vulto em madeira do patriarca São José, imagem que veio em procissão da antiga capela de Santana do engenho Ferreiro Torto e era devoção pessoal do doador do terreno.

A segunda grande reforma ocorreu no ano de 1983, operacionalizada pela Fundação José Augusto, que tombou o templo tendo em vista o seu valor histórico arquitetônico. Em 1997 e no ano de 2002, quando a capela apresentava sérias rachaduras foram feitos trabalhos de restauro. Atualmente a capela encontra-se cercada de construções devido à comercialização de seus terrenos vizinhos, ainda nos anos 2000, fato que embora esconda parte de sua beleza, não retira a sentimentalidade dos macaibenses para com a sua capela-mãe.

É a capela sentimental, visitada por antigos e novos poetas que de lá divisavam o extenso e desaparecido jardim do solar Caxangá, com suas fileiras de coqueiros e canteiros de flores. Capela sentimental para aqueles que ainda guardam nas almas, como dizia Ramalho Ortigão, a flor da simpatia.